09/09/2020

Utilização de plantas em feridas por pacientes do Hospital Público Regional de Betim (MG)

ARTIGOS ORIGINAIS

Utilização de plantas em feridas por pacientes do Hospital Público Regional de Betim (MG)

Plants used to treat wounds by patients of the Public Hospital of Betim (MG)

Natalia Silva Champs1; Theara Cendi Fagundes1; Laura Jácome de Melo1; Hugo Leonardo Rodrigues1; Francisco de Assis Acúrcio2; Paulo Roberto da Costa3; Maria das Graças Lins Brandão4

1. Aluno do Curso de Medicina, Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Minas Gerais
2. Médico, Doutor em Epidemiologia, Professor Adjunto do Departamento de Farmácia Social, Faculdade de Farmácia
3. Médico, Mestre em Cirurgia, Professor Assistente do Departamento de Morfologia/UFMG, Cirurgião Plástico do HPRB
4. Farmacêutica, Doutora em Química de Produtos Naturais, Profa. Adjunta do Depto. de Produtos Farmacêuticos, Faculdade de Farmácia, UFMG

Endereço para correspondência

Profa. Maria das Graças Lins Brandão
Faculdade de Farmácia
Av. Olegário Maciel, 2360
Belo Horizonte, MG CEP: 30189 - 112
Tel: 3339 7670 Fax: 3339 7663
E-mail: branlins@dedalus.lcc.ufmg.br

RESUMO

 

Foi realizada pesquisa junto aos pacientes da clínica de cirurgia plástica do Hospital Público Regional de Betim (HPRB), visando conhecer a amplitude da utilização de plantas medicinais no tratamento das feridas. Dados pessoais dos pacientes e informações sobre o uso de plantas foram obtidos por meio da aplicação de questionários. Os resultados demonstraram que metade dos pacientes entrevistados são usuários de plantas e essa prática não se encontra restrita a pessoas de faixa etária mais alta ou baixa escolaridade. Foram citadas 383 fórmulas para tratar feridas, preparadas com 113 plantas diferentes. Sete espécies vegetais são mais utilizadas e algumas contam com resultados de pesquisas farmacológicas, que evidenciaram eficácia no tratamento de feridas. O estudo confirma a suposição de que boa parte da população, mesmo que atendida adequadamente na atenção primária à saúde, utiliza plantas medicinais.

 

Palavras-chave: Cicatrização de feridas; Plantas medicinais; Fitoterapia

 

 

Desde 1978, a Organização Mundial de Saúde (OMS) vem alertando para o fato de que a maior parte da população mundial, especialmente da África, Ásia e América Latina, extrai diretamente da natureza sua fonte de matéria-prima para a saúde. No Brasil, o uso de plantas medicinais é enriquecido pela vasta biodiversidade, pela miscigenação das culturas indígena, negra e européia e pelo alto custo dos medicamentos industrializados. Felizmente, muitas plantas têm suas eficácias respaldadas pelo uso tradicional, repassado de geração em geração, ou contam com estudos de eficácia e segurança devidamente estabelecidos.

Estudos recentes demonstraram que a fitoterapia vem se tornando cada vez mais popular também nos países industrializados. Estima-se, por exemplo, que a porcentagem da população que utiliza tratamentos não convencionais, inclusive a fitoterapia, é de 10% na Dinamarca, 33% na Finlândia, 49% na Austrália e 48% nos EUA.1 Na Alemanha e na França, a fitoterapia é considerada prática médica convencional e inúmeros produtos fitoterápicos encontram-se disponíveis no mercado.2 No Brasil, não se sabe com exatidão o número de pessoas que atualmente utilizam plantas como medicamento, mas, seguramente, esta tendência mundial também é seguida.3 Mais recentemente, o Ministério da Saúde (MS) implementou uma série de medidas que visam ao aprimoramento do produto fitoterápico comercializado no país. Em 2000, foi editada uma resolução que dispôs sobre o registro de novos fitoterápicos e recomenda a preparação de medicamentos com treze espécies vegetais, consideradas eficazes e seguras a partir de resultados de pesquisas e baseado no uso tradicional.4 Atualmente, uma proposta de política nacional de plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos vem sendo discutida e encontra-se em vias de implementação.5

Este estudo foi realizado junto aos pacientes da Clínica de Cirurgia Plástica do Hospital Público Regional de Betim, Minas Gerais (HPRB), visando conhecer a amplitude da utilização de plantas medicinais e produtos fitoterápicos no tratamento das feridas. O objetivo final é contribuir para a promoção do uso adequado dessas plantas e a implementação de programa de fitoterapia no Hospital.

 

PACIENTES E MÉTODOS

A pesquisa, de caráter qualitativo, foi realizada por meio da aplicação de questionários a pacientes do Ambulatório de Cirurgia Plástica do HPRB durante o ano de 2000 e primeiro semestre de 2001, após consentimento livre e esclarecido. O projeto foi aprovado pela Comissão de Ensino e Pesquisa do Hospital em julho de 2000.

O questionário aplicado era composto de duas partes. Uma primeira parte era constituída de questões relativas a características sociodemográficas de cada paciente, como data e local de nascimento, ocupação e grau de escolaridade, além do relato do histórico do processo da ferida (um dos principais motivos de procura desse ambulatório). Em seguida, o paciente era questionado a respeito do hábito de usar ou não plantas medicinais para o tratamento de alguma ferida. Em caso de resposta positiva, aplicava-se a segunda parte do questionário em que o paciente citava quais eram as plantas que utilizava para tratar feridas, sua indicação terapêutica e os modos de preparo e aplicação do remédio. Os pacientes eram ainda solicitados a informar como aprenderam sobre a utilidade das plantas citadas e a opinar sobre a eficácia das mesmas.

Um banco de dados foi construído utilizando-se o "software" Epi-Info, versão 6.04, para viabilizar o processamento e análise dos dados obtidos nos questionários. Para a análise descritiva, procedeu-se à distribuição de freqüência das variáveis selecionadas. As idades dos pacientes foram agrupadas em intervalos de 10 anos e a escolaridade foi classificada de acordo com o número completo de anos estudados, ou seja, nenhum, até 4 anos, de 5 a 8 anos e 9 ou mais anos estudados. As categorias consideradas para a variável local de nascimento foram: Belo Horizonte, região metropolitana de Belo Horizonte, interior de Minas Gerais e outros Estados. A ocupação do paciente foi classificada como: setor primário (referindo-se a atividades ligadas a agricultura), setor secundário (ligadas à área industrial), setor terciário (relacionadas a comércio e prestação de serviços), estudantes, do lar, aposentados e desempregados.

Com relação à segunda parte do questionário, cada uma das plantas medicinais citadas pelos pacientes foi considerada uma unidade de análise, mesmo quando usada em associação com outras plantas. As variáveis relativas à utilização das plantas foram categorizadas como se segue: 1) indicações terapêuticas - cicatrizante, antiinflamatório, antiinfeccioso, analgésico e antiedematoso; objetivos a serem alcançados com o uso de medicamentos; 2) modos de preparo dos remédios - infusão, decocção, sumo e outros; 3) formas de aplicação dos remédios - oral e tópico; 4) fontes de informação sobre os remédios - popular, meios de comunicação, livros, cursos e profissionais de saúde; e 5) avaliação dos resultados da utilização das plantas - satisfatório, sem alteração ou prejudicial.

 

RESULTADOS

O Hospital Público Regional de Betim (HPRB) faz parte de um consórcio intermunicipal de saúde e tem gestão semiplena. O HPRB atende pacientes oriundos dos municípios de Azurita, Betim, Bonfim, Brumadinho, Sarzedo, Esmeraldas, Mateus Leme, Crucilândia, Piedade das Gerais, Ibirité, São João de Bicas, Florestal, Igarapé, Juatuba e Mateus Leme. Esse conjunto de municípios possui cerca de 500 mil habitantes. O Hospital conta hoje com 300 leitos, 260 médicos e 550 técnicos auxiliares de enfermagem. Ê realizada uma média de 450 procedimentos cirúrgicos por mês, em oito salas, sendo que cerca de 50 consistem em cirurgias plásticas.

Os questionários foram respondidos por 294 pacientes da Clínica de Cirurgia Plástica do HPRB. Desses, 17(5,8%) foram excluídos da análise, pois a informação sobre o uso de plantas medicinais não estava disponível. A Tabela 1 apresenta as categorias de utilização dessas plantas segundo características sociodemográficas dos 277 participantes do estudo. Desses, 148 (53,4%) informaram ser usuários de plantas medicinais para tratar feridas e observou-se que homens e mulheres usaram plantas para feridas com a mesma intensidade (26,7%).

 

 

Quanto à distribuição por faixa etária, é interessante observar que, no grupo dos usuários, houve predomínio discreto de pacientes com idades entre 31 e 40 anos, ou seja, pessoas nascidas na década de 60, período imediatamente posterior a uma expansão acelerada da indústria farmacêutica no país. Até então a maioria dos medicamentos comercializados no Brasil era feita à base de plantas, e o conhecimento sobre as mesmas era passado de geração para geração. Somente 19,3% dos entrevistados não freqüentaram escolas. A maioria dos entrevistados relata ter estudado até 4 anos (35,4%) ou até 8 anos (32,1%), tanto no grupo de usuários quanto de não usuários. Metade dos entrevistados nasceram em cidades do interior de Minas Gerais, o que pode ter contribuído no aprendizado do uso de plantas medicinais, que é um conhecimento mais difundido em municípios de pequeno porte. De fato, entre os nascidos no interior de Minas há discreto predomínio de usuários (28,5%), enquanto no grupo nascido na região metropolitana há maior número de não usuários. Quanto à ocupação, 44,5% dos entrevistados trabalhavam no setor terciário. Em síntese, esses resultados mostram que cerca de metade dos pacientes do hospital utilizam plantas medicinais para tratar feridas e esta prática não se encontra restrita a indivíduos mais idosos ou de baixa escolaridade (Tabela 1).

Foram citadas 383 fórmulas para tratar feridas, preparadas com 113 plantas diferentes (Quadro 1). Do total de fórmulas citadas, apenas 38 (10,0%) continham mais de uma espécie vegetal, fato que pode ser considerado positivo, uma vez que associação de plantas pode acarretar interações indesejáveis entre seus constituintes químicos. A maioria dos pacientes (94,1%) aprendeu a usar as plantas medicinais com pessoas próximas (parentes ou vizinhos). Poucos pacientes procuram livros para se informarem sobre o assunto (2,9%) ou buscam orientação de profissionais de saúde (2,9%). Não houve nenhuma citação para aprendizado em meios de comunicação e/ou cursos. A maioria dos usuários (84,6%) considerou satisfatórios os resultados da utilização de plantas.

 

 

Sete plantas foram mais citadas como úteis para o tratamento de feridas (Tabela 2) e as suas respectivas indicações terapêuticas estão demonstradas no Gráfico 1. Outras espécies citadas pelos pacientes foram o "bálsamo" (espécies de Cotyledone ou Bryophyllum, Crassulaceae, presentes em 3,9% das fórmulas), "erva-de-santa-maria" (Chenopodium ambrosioides, Chenopodiaceae, 3,9%) e as folhas de "fumo" (Nicotiana tabacum, Solanaceae, 6,5%).

 

 

 


Gráfico 1 - Principais usos medicinais para cada planta, HPRB, Betim, 2000-2001

 

DISCUSSÃO

As cascas de barbatimão (Stryphnodendron sp., família Mimosaceae, 10,2% de citações) foram as mais indicadas como cicatrizante de feridas, e essa atividade já foi avaliada e confirmada por meio de várias pesquisas farmacológicas. Jorge-Neto et al.6, por exemplo, descreveram a eficácia da associação de tinturas de barbatimão e calêndula no tratamento de úlcera varicosa.6 Outros estudos confirmaram a ação de preparações aquosas das cascas da planta na cicatrização cutânea de feridas e no tratamento de úlceras de contenção em ratos.7,8 O alto teor de taninos das cascas é, provavelmente, o que explica a atividade cicatrizante. No processo de cicatrização, os taninos precipitam as proteínas dos tecidos lesados, formando um revestimento protetor, que favorece a sua regeneração.9,10 Espécies de Stryphnodendron são nativas do cerrado brasileiro e têm uso consagrado na medicina tradicional brasileira como cicatrizante. Atualmente, estas espécies vêm sendo alvo de exploração predatória devido ao seu amplo uso medicinal e comercial.

As folhas da tanchagem (Plantago sp., família Plantaginaceae) foram citadas em 17,5% das fórmulas. A planta é amplamente utilizada pelos pacientes como agente antiinfeccioso, cicatrizante e antiinflamatório (Gráfico 1). Espécies de Plantago são originárias da Ásia, mas encontram-se disseminadas por todo o mundo e são utilizadas na medicina popular de vários países, inclusive no tratamento de feridas.11 Estudos recentes vêm demonstrando a eficácia da planta no tratamento de feridas. Mucopolisacarídeos derivados de Plantago ovata e P. lanceolata foram testados e demonstraram atividade cicatrizante de feridas e preventiva da formação de escaras. Estudos in vitro demonstraram que a aderência das bactérias aos polissacarídeos, associada à absorção de fluido e estimulação dos macrófagos, pode estar relacionada à atividade.12,13 Outros estudos demonstraram que as folhas de Plantago ovata e P. major apresentam polissacarídeos com atividade imunoestimulante, que também deve contribuir no mecanismo de ação antiinflamatório e antimicrobiano.14,15 Polissacarídeos são substâncias termolábeis e se decompõem facilmente com o calor. Apesar das evidências que revelam provável atividade de espécies de Plantago no tratamento das feridas, é necessário orientar os pacientes para prepararem adequadamente os remédios.

A principal indicação para as folhas do bálsamo foi como cicatrizante. Dois estudos indicam alguma atividade de espécies de Bryophyllum como anti-histamínico e antimicrobiano, que podem estar relacionados com a atividade descrita pelos pacientes.16,17 Já a atividade da erva-de-santa-maria e do fumo pode estar relacionada com presença de substâncias químicas, dentre elas o ascaridol e a nicotina, potentes agentes antimicrobianos.18,19 Segundo os pacientes, estas plantas devem ser aplicadas diretamente sobre as feridas.

Outras plantas citadas como úteis no tratamento de feridas foram as folhas do algodão (Gossypium sp., Família Malvaceae, presente em 11,0% das fórmulas) e a orelha-de-cachorro (Mikania sp., Asteraceae, 7,1%), para as quais é indicado amplo espectro de atividades. Nenhum estudo foi encontrado na bibliografia que dê suporte ao uso dessas espécies para esses fins. A ampla utilização dessas plantas revela a necessidade de se avaliar sua eficácia e segurança no tratamento de feridas.

A eficácia de outras plantas citadas na pesquisa também já foi confirmada por meio de estudos. As propriedades antiinflamatórias tópica e cicatrizante das flores de calendula (Calendula officinalis), por exemplo, fazem com que as mesmas sejam utilizadas para este fim em todo o mundo.7,20,21 Outra planta citada e que conta com suporte em pesquisas é a babosa (Aloe vera), cujas pesquisas confirmaram ação estimulante na produção de fibroblastos.22-26

Essa pesquisa confirma a suposição de que boa parte da população brasileira, mesmo que atendida adequadamente na atenção primária à saúde, utiliza plantas medicinais. Grande número de espécies vegetais foram indicadas para o tratamento de feridas. São necessários, portanto, estudos que visem tanto à elaboração de fórmulas farmacêuticas de uso tópico com as espécies que apresentam evidências científicas de eficácia quanto à verificação de eficácia e segurança de outras plantas utilizadas pela população. É necessário também que os médicos e demais profissionais da área de saúde estejam atentos para esses fatos, de forma a contribuir tanto na orientação dos pacientes para o uso adequado das plantas quanto na detecção de interações indesejáveis das mesmas com os tratamentos convencionais.

 

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem ao HPRB pela permissão para a realização da pesquisa e ao Prof. Ênio Cardillo Vieira pela revisão do manuscrito. NS Champs agradece ao CNPq pela bolsa (PIBIC) concedida.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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(Fonte: http://rmmg.org/artigo/detalhes/1545)

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